Prólogo
Minhas pernas estão jogadas no encosto do sofá enquanto eu folheio um livro de medicina e bebo meu café na garrafinha térmica, olho com calma as fotos de diversas fraturas expostas e dou risada ao me lembrar da época que eu desmaiava ao ver sangue. Hoje sou médica residente em um dos hospitais mais bem sucedidos de Madrid e auxilio em cirurgias gerais. A parte ruim de fazer medicina é que você nunca, absolutamente nunca, para de estudar, o que pode atrapalhar sua relações com seus amigos e famíliares já que eles sempre irão te encontrar com um livro na mão devorando mais e mais conhecimento. Isso se você não estiver trancada no seu quarto estudando sozinha para ter mais concentração. Falei e disse.
Minha mãe me encarava com uma cara nada boa escorada no batente da porta, olhei pro relógio na parede que marcavam 21h. Olhei de volta para ela e fiz a minha melhor cara de anjo, ela apenas revirou os olhos e caminhou até mim com seu roupão rosa gigante e aquelas olheiras que quase cobriam todo seu rosto.
— Você nunca vai parar de estudar, minha filha? — ela pergunta.
— Tecnicamente, sim. — respondi com um sorriso forçado.
— Alexia, você está estudando desde as seis horas da manhã, você mal parou pra comer, tem noção de que isso pode prejudicar a sua saúde? — ela dispara, quase irritada, mas a preocupação era o sentimento mais evidente em sua voz.
— Mãe, eu estou bem, minha saúde está boa, minha função é salvar vidas e cuidar da saúde delas em primeiro lugar, não me importo em deixar a minha em segundo plano. — respondo me endireitando no sofá.
— Essa é a ultima coisa que uma mãe gostaria de ouvir, Alexia. — ela responde muito mais brava, resolvo não discutir pra não gerar mais intriga e ela relaxa os ombros e me abraça. — Eu não vim pra discutir filha, vim pra te avisar que chegou um e-mail pra você ontem no computador de casa e eu esqueci de te avisar, parecia importante.
— Você leu? O que dizia? — falo preocupada.
— Não li, mas era de um clube de futebol, achei que era coisa do seu pai mas depois que olhei o título de novo tinha seu nome. Acho que é melhor você ir ver. — ela responde e eu aceno, me levanto e vou correndo até o notebook. Eu evito o máximo usar computador e celular porque geralmente isso afeta meu desempenho no trabalho, então aqui em casa temos apenas um notebook e usamos o memso e-mail para assuntos de trabalho.
Assim que abro o e-mail vejo a logo do Bayern Munich, começo a ler com calma e me assusto a cada palavra.
" De: atendimentomedico@fcbayernmunich.com
Olá Srta. Moreno, somos os representantes do atendimento médico do Clube de Futebol Bayern Munich. Recebemos um relatorio do hospital Hernandéz em Madrid que relatava a sua extrema competência na área e ficamos interessados. Concordamos que a senhora é capacitada e responsável o suficiente para trabalhar em nosso clube e e resolvemos lhe fazer uma proposta.
O Clube de Futebol Bayern Munich gostaria de convida-la para trabalhar como médica pessoal dos jogadores do nosso time, aqui em Munique, na Alemanha. Caso aceite a proposta, o clube irá tratar de assegurar tudo para suprir as necessidade da Srta. aqui em Munique, isso incluí um apartamento próximo a Centro de Treinamento, um carro para a Srta. se locomover na senhora, um salário equivalente a doze salários mínimos e obviamente, todos os outros recursos necessários como plano de saúde, seguro de vida entre outros. Assim que terminar a sua residencia de dois anos, iremos transferi-la para um dos melhores hospitais de Munich ou Berlim em que a senhora poderá trabalhar caso seja da sua vontade.
Apesar de queremos a Srta. conosco no clube, a propósta tem uma validade. Aguardaremos a sua resposta até as 00:00 desta quinta-feira, 12 de julho e se não recebermos retorno, passaremos a sua vaga para outros médicos também qualificados.
Atenciosamente, Atendimento Médico do Clube de Futebol Bayern Munich."
Termino de ler o e-mail com as mãos na boca e os olhos arregalados, não acreditando na proposta que tinha naquela tela. Olho pra data no computador, 12 de Julho, as horas marcam 21h08, tenho pouquissimas horas pra pensar na proposta e responde-los. Chamo todos em casa e faço uma reunião na sala, conto a proposta e todo mundo parece animado, menos a minha irmã Fabrizia, que parecia entediada o tempo inteiro. Quando terminamos de conversar o relógio já marcava 22h30. Tentei não pensar em tudo que deixaria pra trás, a ambição de conseguir trabalhar mais porque diferente do hospital, um clube tem muitos menos médicos e avaliações diárias, o salário alto e a oportunidade de trabalhar em um grande hospital e diminuir o tempo da minha residencia. Respondo o e-mail com formalidade e cautela, aceitando a proposta, mas na realidade, minha vontade é gritar um grande SIMMMMMMMMM!
Minha mãe me encarava com uma cara nada boa escorada no batente da porta, olhei pro relógio na parede que marcavam 21h. Olhei de volta para ela e fiz a minha melhor cara de anjo, ela apenas revirou os olhos e caminhou até mim com seu roupão rosa gigante e aquelas olheiras que quase cobriam todo seu rosto.
— Você nunca vai parar de estudar, minha filha? — ela pergunta.
— Tecnicamente, sim. — respondi com um sorriso forçado.
— Alexia, você está estudando desde as seis horas da manhã, você mal parou pra comer, tem noção de que isso pode prejudicar a sua saúde? — ela dispara, quase irritada, mas a preocupação era o sentimento mais evidente em sua voz.
— Mãe, eu estou bem, minha saúde está boa, minha função é salvar vidas e cuidar da saúde delas em primeiro lugar, não me importo em deixar a minha em segundo plano. — respondo me endireitando no sofá.
— Essa é a ultima coisa que uma mãe gostaria de ouvir, Alexia. — ela responde muito mais brava, resolvo não discutir pra não gerar mais intriga e ela relaxa os ombros e me abraça. — Eu não vim pra discutir filha, vim pra te avisar que chegou um e-mail pra você ontem no computador de casa e eu esqueci de te avisar, parecia importante.
— Você leu? O que dizia? — falo preocupada.
— Não li, mas era de um clube de futebol, achei que era coisa do seu pai mas depois que olhei o título de novo tinha seu nome. Acho que é melhor você ir ver. — ela responde e eu aceno, me levanto e vou correndo até o notebook. Eu evito o máximo usar computador e celular porque geralmente isso afeta meu desempenho no trabalho, então aqui em casa temos apenas um notebook e usamos o memso e-mail para assuntos de trabalho.
Assim que abro o e-mail vejo a logo do Bayern Munich, começo a ler com calma e me assusto a cada palavra.
" De: atendimentomedico@fcbayernmunich.com
Olá Srta. Moreno, somos os representantes do atendimento médico do Clube de Futebol Bayern Munich. Recebemos um relatorio do hospital Hernandéz em Madrid que relatava a sua extrema competência na área e ficamos interessados. Concordamos que a senhora é capacitada e responsável o suficiente para trabalhar em nosso clube e e resolvemos lhe fazer uma proposta.
O Clube de Futebol Bayern Munich gostaria de convida-la para trabalhar como médica pessoal dos jogadores do nosso time, aqui em Munique, na Alemanha. Caso aceite a proposta, o clube irá tratar de assegurar tudo para suprir as necessidade da Srta. aqui em Munique, isso incluí um apartamento próximo a Centro de Treinamento, um carro para a Srta. se locomover na senhora, um salário equivalente a doze salários mínimos e obviamente, todos os outros recursos necessários como plano de saúde, seguro de vida entre outros. Assim que terminar a sua residencia de dois anos, iremos transferi-la para um dos melhores hospitais de Munich ou Berlim em que a senhora poderá trabalhar caso seja da sua vontade.
Apesar de queremos a Srta. conosco no clube, a propósta tem uma validade. Aguardaremos a sua resposta até as 00:00 desta quinta-feira, 12 de julho e se não recebermos retorno, passaremos a sua vaga para outros médicos também qualificados.
Atenciosamente, Atendimento Médico do Clube de Futebol Bayern Munich."
Termino de ler o e-mail com as mãos na boca e os olhos arregalados, não acreditando na proposta que tinha naquela tela. Olho pra data no computador, 12 de Julho, as horas marcam 21h08, tenho pouquissimas horas pra pensar na proposta e responde-los. Chamo todos em casa e faço uma reunião na sala, conto a proposta e todo mundo parece animado, menos a minha irmã Fabrizia, que parecia entediada o tempo inteiro. Quando terminamos de conversar o relógio já marcava 22h30. Tentei não pensar em tudo que deixaria pra trás, a ambição de conseguir trabalhar mais porque diferente do hospital, um clube tem muitos menos médicos e avaliações diárias, o salário alto e a oportunidade de trabalhar em um grande hospital e diminuir o tempo da minha residencia. Respondo o e-mail com formalidade e cautela, aceitando a proposta, mas na realidade, minha vontade é gritar um grande SIMMMMMMMMM!
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